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A festa dos 125 mil e a retomada da queda

A festa não dura por muito tempo e esta está ficando estranha, poderemos ter uma nova crise em breve?

Olá CPF’s, bom dia, boa tarde e boa noite pra vocês! Aqui é o Yuri quem vos fala!

Vamos falar sobre esta festa noturna do Ibovespa e a possível grande queda que se aproxima.

Não sou pessimista, mas não há como ver algo estranho e não se espantar com tamanha euforia descabida no mercado.

Nas primeiras semanas de Janeiro deste ano (2021), vimos o índice brasileiro, o Ibovespa, simplesmente disparando com a euforia exacerbada do mercado, chegando a alcançar um novo patamar histórico em 125.475 pontos no dia 08 deste mês.

Após este patamar histórico, o índice retraiu como forma de buscar fôlego em um suporte anterior na região dos 120 mil pontos, porém, aí que está o problema e poucos de fato estão atentos ao que o mercado apresenta.

Caro leitor, não sei se você entende de análise técnica, tampouco compreendo sua situação como investidor, se é daqueles que segue recomendações a risca, ou que avalia suas entradas e questiona coisas estranhas, mas vamos falar sobre um assunto interessante aqui?

Enquanto preparo este artigo, o Ibovespa está positivo em 0,48% aos 120.818 pontos, após uma semana turbulenta que acumulou mais de 3% de queda. Naturalmente, o índice tende a retrair um pouco após um movimento forte, isso não vale apenas para o índice, mas para qualquer ativo.

Não me surpreenderia nada se o índice voltasse aos 123 mil pontos ou até mesmo se testasse novamente o topo em 125 mil pontos, porém, sou 100% técnico e não tem como entrar na minha cabeça uma subida muito além dos 130 mil pontos com uma alta acumulação de força compradora em termos de volume desde 30 de outubro de 2020, onde aconteceu um re-teste dos 93 mil pontos, em algum momento essas pessoas vão realizar, como aconteceu na semana anterior, onde tivemos realizações que deixaram nosso índice no vermelho na visão semanal.

Vamos conversar sobre fatos? Deixa eu te contar alguns detalhes importantes que tem grandes chances de contribuir com a uma “Grande Queda” do nosso índice.

Primeiro: Fim do auxílio emergencial em dezembro de 2020

Basicamente, aqui é um dos principais pontos, imagine, se há menos recursos nas mãos dos cidadãos, há menos circulação financeira, isso impacta as empresas, logo, impacta nos resultados financeiros das mesmas. Os serviços de base poderão ser novamente paralisados e a queda do consumo voltará a afetar o mercado como um todo.

Famílias carentes passaram a não ter esta renda que salvou vidas em 2020, logo a fome e a miséria poderá se alastrar em locais que tem essa fragilidade social e econômica, o que será um verdadeiro desastre para muitas famílias de baixa renda.

Segundo: Funcionários desprotegidos

O programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) chega ao fim em 2021. Assim, as empresas devem encerrar os acordos feitos com os funcionários, seja de redução de jornada e salário ou a suspensão de contratos.

Os funcionários que tiveram o contrato suspenso ou o salário reduzido, tem direito a estabilidade no emprego pelo mesmo período no qual fizeram uso do benefício, ou seja, pelo mesmo período em que estiveram com o contrato suspenso ou o salário reduzido – a não ser que sejam demitidos por justa causa.

Mais aí que entra a questão e depois deste “período de estabilidade”? O que acontece?

Parece uma pergunta muito sensata a se fazer certo? E de fato é, basicamente, estas pessoas ficarão sem a proteção do programa do governo, logo, as empresas podem optar por rescindir o contrato de trabalho por necessidade de enxugar seu quadro funcional. Imagine, estamos em meio a uma pandemia que na minha humilde opinião, está longe de acabar, a tendência é que muitos empregos sejam migrados para o Home Office, o que aconteceu muito em 2020. Profissionais em funções essenciais, com toda certeza serão mantidos, mas e aqueles que “são descartáveis”? Basicamente, acontece o que a pergunta sugere, há grandes chances de serem dispensados, ou seja, aumento na taxa de desemprego em um período extremamente delicado para o brasileiro.

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Terceiro: Covid e seus filhinhos

Entendam, vírus são especialistas em sofrer mutações extremamente rápidas. No caso do Sars-Cov-2, por exemplo, pesquisadores notaram que, desde a primeira vez que o vírus foi identificado, há quase um ano, duas ou três novas mutações relevantes surgiram a cada mês, em média, ou seja, em um cálculo rápido, arredondando o número para 12 meses (1 ano), temos aproximadamente entre 24 a 36 novas mutações do vírus. O interessante é, o Brasil é extremamente deficiente quando se trata de acompanhar variantes para monitorar possíveis surtos. Estimativas mostram que conseguimos sequenciar apenas 0,024% dos casos confirmados no país, só para ter uma referência, no Reino Unido, esse índice chega a 5%.

Novas variantes em sua maioria, tem uma taxa muito maior de contágio, o que basicamente as tornam mais perigosas. Um ponto que vale ressaltar é que as variantes britânicas e súl-africanas do coronavírus, especialmente contagiosas, já estão presentes em cerca de 50 países, tudo isso enquanto o mundo tenta lidar com o flagelo de uma segunda onda da pandemia, com confinamentos, toques de recolher e campanhas de vacinação.

“Quanto mais o vírus Sars-Cov-2 se espalha, mais chances tem de mudar”

Afirma OMS

A OMS acredita que “surgirão mais variantes” caracterizadas por “uma maior transmissibilidade”.

Vale lembrar que, de acordo com cientistas, foi encontrada uma nova variante do coronavírus em Manaus, capital do Amazonas, isso segundo uma nota técnica da Fiocruz Amazônia, divulgada pelo órgão no último dia 13.

Quarto: Juros VS Bolsa

Existe uma relação inversamente proporcional entre juros e a bolsa, sendo que os juros que comandam essa relação, ou seja, sempre que os juros caem, a bolsa sobe e sempre que os juros sobem a bolsa cai. Os juros estão baixos de forma artificial e existe um dinheiro que não é real sendo injetado na economia mundial.

Não esqueçam que o excesso de oferta monetária faz com que os preços subam, gerando inflação. Com a inflação, em curto prazo a bolsa sobe, pois as empresas repassam os aumentos dos seus custos e no momento em que a situação ficar insustentável, ou seja, quando a inflação se tornar algo fora de controle, com um baita reforço devido a um ciclo de alta nas commodities, o mercado fará os juros subirem no “tiro, porrada e bomba”, famoso “pé na porta e tapa na cara”. Neste ponto meu amigo, as bolsas mundiais irão despencar, como se fosse uma pessoa se jogando do alto de uma ponte.

Não me surpreenderia nada se as bolsas mundiais caíssem mais de 40% ou 50%.

Conclusão

Em resumo, com o fim do auxílio emergencial, funcionários sem a devida garantia de trabalho, devido a segunda onda de coronavírus e seus “filhinhos” e os juros baixos de forma artificial, podemos esperar sim, uma crise tão grande, senão maior que a Crise Covid em 2020.

Com isso em mente, faça seus investimentos com consciência, responsabilidade e acima de tudo, com gerenciamento de risco, não seja ganancioso, lucro bom é lucro no bolso, nunca esqueça disso!

Aviso Legal: “Todos os comentários, alegações, ponderações sobre quaisquer informações relacionadas a Bolsa de Valores, são meramente opiniões dos colunistas e não devem ser interpretadas como recomendação de compra ou venda de nenhum ativo.”

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Yuri Oliveira
Diretor de Operações & Fundador da Yep Capital e idealizador do projeto "Jornada Trader" – Curso & Mentoria que visa democratizar a educação financeira no país. Com foco na excelência do conteúdo educacional, o “Jornada Trader” será ministrado por profissionais do mercado financeiro selecionados de forma criteriosa, garantindo aos participantes um curso diferenciado e altamente qualificado.
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